O rei Willem-Alexander, da Holanda, virou manchete ao anunciar que não vai mais usar a “Carruagem Dourada”, veículo usado pela realeza desde 1901, que tinha uma grande problemática: imagens homens negros ajoelhados diante de seus senhores brancos.

Desde 2015, a luxuosa carruagem feita de madeira revestida por ouro não é utilizada pela família real holandesa, quando foi para uma grande reforma.

Após uma renovação completa que durou cinco anos, a carruagem é hoje causa polêmica por ser uma representação do racismo e a colonização no país.

Do lado esquerdo, uma pintura sobre o período colonial representa negros escravizados ajoelhados diante de homens brancos e de uma mulher sentada no trono que representa a Holanda. Os negros entregam-lhe cacau e cana de açúcar (veja na imagem abaixo).

carruagem - Rei da Holanda 'aposenta' carruagem com imagem de negros escravizados

O quadro, chamado “Homenagem das Colônias”, também mostra um jovem branco dando um livro a um menino negro, uma cena na qual o pintor Nicolaas van der Waay disse, em 1896, ter representado a “civilização”.

De um lado, grupos acusam a monarquia de glorificar um período de opressão racista e desumana do país. De outro, defensores do artefato consideram que a carruagem é um objeto histórico que revela momentos importantes da Holanda que não devem ser apagados.

O rei declarou nessa quinta em um vídeo oficial, a sociedade holandesa não está “pronta” para ver a carruagem, conhecida como “Gouden Koets”, nas ruas novamente durante as cerimônias oficiais.

“Não podemos reescrever o passado. Podemos tentar aceitá-lo juntos. Isto também se aplica ao passado colonial”, afirmou Willem-Alexander. “A Gouden Koets só poderá ser usada quando a Holanda estiver pronta para isso. E esse não é o caso no momento”.

“Enquanto houver pessoas vivendo na Holanda que sintam a dor da discriminação no cotidiano, o passado ainda lançará sua sombra sobre nosso tempo”, acrescentou o monarca.

Fonte indicada: G1

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