A Caixa Econômica Federal antecipou para esta segunda-feira, 25 de maio de 2026, o pagamento de valores do FGTS para trabalhadores que haviam optado pelo saque-aniversário e foram demitidos sem justa causa entre 2020 e 2025.
Ao todo, serão liberados cerca de R$ 8,5 bilhões para aproximadamente 10,5 milhões de trabalhadores em todo o país. A previsão inicial era que os depósitos começassem apenas na terça-feira, 26 de maio, mas o calendário foi adiantado em um dia.
A liberação vale para trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário do FGTS e tiveram o contrato de trabalho suspenso ou encerrado entre 1º de janeiro de 2020 e 23 de dezembro de 2025.
Também é necessário ter saldo disponível nas contas do FGTS.
Segundo a Agência Brasil, a liberação contempla situações como demissão sem justa causa, despedida indireta, culpa recíproca ou força maior, falência ou morte do empregador, encerramento de contrato temporário e suspensão do trabalho avulso.
Para quem já cadastrou uma conta bancária no aplicativo FGTS, o crédito será feito automaticamente.
Isso significa que o trabalhador elegível não precisa ir até uma agência apenas para receber, desde que os dados bancários estejam atualizados no aplicativo.
A Caixa informou que cerca de 88% dos trabalhadores elegíveis possuem conta cadastrada. Quem precisar incluir ou alterar os dados bancários deve acessar o aplicativo FGTS e procurar a opção relacionada à conta bancária para saque.
Quem não possui conta bancária cadastrada no aplicativo poderá fazer o saque presencialmente até 1º de junho de 2026.
Os canais disponíveis incluem agências da Caixa, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais de autoatendimento. Segundo a Agência Brasil, valores acima de R$ 3 mil devem ser retirados exclusivamente nas agências.
Esse prazo é importante porque muitos trabalhadores podem ter direito ao valor, mas não receber automaticamente por falta de conta cadastrada.
Os trabalhadores nascidos em junho, que também são optantes pelo saque-aniversário, terão uma regra específica.
Segundo a Caixa, os valores desse grupo começam a ser liberados a partir de 1º de junho de 2026, depois do pagamento regular da parcela do saque-aniversário prevista para o mês.
Por isso, quem faz aniversário em junho deve conferir o calendário com atenção no aplicativo FGTS.
O saque-aniversário é uma modalidade opcional do FGTS criada em 2019.
Quem adere a ela pode sacar parte do saldo do fundo uma vez por ano, no mês de aniversário. Em troca, caso seja demitido sem justa causa, perde o direito de sacar o valor integral da conta do FGTS naquele momento, mantendo apenas o direito à multa rescisória de 40% paga pelo empregador.
Foi justamente esse ponto que deixou muitos trabalhadores com saldo bloqueado após a demissão, especialmente aqueles que aderiram à modalidade e depois tiveram o contrato encerrado.
A consulta deve ser feita pelo aplicativo FGTS.
O trabalhador pode verificar se possui crédito disponível e qual o valor a receber nas opções “Resumo do Seu FGTS – Extrato Detalhado” e “Informações Úteis”, segundo orientação divulgada pela Caixa.
O crédito liberado agora já inclui a rentabilidade mensal do FGTS, com juros e atualização monetária incorporados ao saldo final.
Além da antecipação do saque-aniversário, os trabalhadores também já podem consultar o saldo do FGTS para uso no Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal.
A iniciativa permite que o trabalhador use até 20% do saldo disponível no FGTS ou até R$ 1 mil, o que for maior, para quitar ou amortizar dívidas em atraso.
O valor não vai diretamente para o trabalhador. Ele será transferido à instituição financeira responsável pela dívida renegociada, após autorização e validação do processo.
O trabalhador consulta o saldo e pode autorizar o banco credor a verificar o valor disponível para negociação.
Depois, negocia diretamente com a instituição financeira as condições da dívida, como desconto, quitação ou amortização.
Após essa etapa, os bancos terão prazo para formalizar os contratos e registrar as informações nos sistemas da Caixa. Concluída a validação, o repasse do FGTS será feito diretamente à instituição credora.
A liberação dos valores pode representar alívio para milhões de trabalhadores, especialmente para quem ficou com saldo do FGTS bloqueado após a demissão.
Mas o momento também exige cuidado.
Antes de usar qualquer valor do FGTS para quitar dívidas, é importante avaliar se a renegociação realmente melhora a situação financeira e se não vai comprometer uma reserva importante para emergências.
O FGTS é um recurso de proteção do trabalhador. Por isso, a decisão de sacar, usar para quitar dívida ou manter o saldo deve ser feita com calma e informação.
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