Sustentabilidade

Ifood substitui embalagens de plástico por biodegradáveis de palha de milho

Em 2022, o iFood testou mais de 30 mil embalagens biodegradáveis e agora anuncia a expansão de seu investimento para dar escala à produção de embalagens desenvolvidas pela growPack. Trata-se de uma startup que tem parceria com a gigante de delivery desde 2019.

Conforme noticiado pela empresa, o projeto começa com a fabricação de 500 mil unidades na nova fase e investimento em torno de R$ 500 mil.

Embalagens biodegradáveis testadas pelo Ifood, feitas de palha de milho. Foto/Divulgação

As embalagens estão sendo avaliadas

Os testes para a produção das bandejas com tampa para o transporte de alimentos feitas de palha de milho e outros materiais compostáveis começaram no ano passado.

Das 30 mil embalagens iniciais, cerca de 18 mil foram distribuídas para restaurantes de Campinas (SP), que estão atuando no levantamento de informações com os consumidores. O Ifood avalia  o desempenho do material em critérios como montagem, aparência e temperatura.

Confore afirmou Alexandre Lima, gerente de sustentabilidade do Ifood: “Testamos e colhemos ótimos feedbacks. Fizemos, então, um investimento de mais de R$ 500 mil para, em 2023, focarmos na ampliação das ações comerciais do time da fabricante e desenvolvermos novos moldes, para outros tipos de culinária”

Veja também: Estudantes criam aspirador que separa micro plástico da areia na praia

Ifood visa ampliar a iniciativa em prol da sustentabilidade

Segundo o site Ifood News, a preocupação com a sustentabilidade vai além das próprias embalagens, abarcando ainda o processo produtivo:

“A transformação da matéria-prima no biomaterial que compõe a embalagem é feita por processos termomecânicos que não utilizam químicos. Além disso, priorizam um uso eficaz de água e a redução de emissões de gases de efeito estufa”, explica Exequiel. “Geramos valor local e social na cadeia produtiva.”

Agora, a empresa trabalha para ganhar escala. “Como acontece em geral com as tecnologias emergentes da bioeconomia, é preciso competir com produtos e infraestruturas produtivas já muito amadurecidas, como plástico e alumínio”, afirma o CEO da growPack, Exequiel Bunge Berg.

A ideia agora é expandir as ações comerciais da fabricante e criar novos moldes para outros tipos de culinária.

Revista Carpe Diem

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